sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O BOTECO


Poderia escrever um livro sobre o Bar do Roberto, tantos os detalhes que me chamaram a atenção.
A decoração com muitas garrafas de bebidas nas prateleiras que parecem estar lá há uns 100 anos. E a poeira e o garçom testemunham que o bar realmente existe há 100 anos.
O público são jovens ABC, 25+, 80% masculino, estilo meio anarquistas, meio intelectuais, meio reggae, 60% da amostra masculina tinha cabelo com dreadlocks. Enfim, bichos-grilos!
Nada de muitos aperitivos como nos botecos tipo Original, nada de coxinhas maravilhosas, nem croquetes, nem bolinhos de arroz, apenas tabuinha de frios meia-boca ou sanduíche de pão com mortadela.
Mas lá pelas tantas sobe no mini-micro palquinho este senhorzinho simpático, Osvaldo Pereira, e manda uns tangos daqueles!!
Aí é um puta contraste porque a moçada toda cala a boca 100% e contempla o afinadíssimo Dom Osvaldo, como é chamado pelos mais chegados, que desempenha com muita classe. O cara do violão o acompanha com maestria. Osvaldo lá pelas tantas anuncia que vai cantar um tango “dramático”. Bá e eu nos olhamos e rimos como se um falando ao outro “ué, tango não é sempre dramático?" Osvaldo é um destes boêmios que já gravou muitos discos, cantou com famosos, ….coisa fina, apesar do choque visual que tivemos na entrada.
Eis aí uma opção pra quem gosta de sair do circuito mega turístico.

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