sexta-feira, 1 de maio de 2009

O RUIM QUE É BOM


Nossos amigos argentinos têm levado a gente pra umas experiências bem menos turísticas. Fomos num restaurante que costumo classificar como "o ruim que é bom", tipo o Pandoro em São Paulo, ou o Bar Lagoa no Rio, embora este último tenha algo realmente bom que é a vista, mas a comida mesmo é muito meia boca. Mas este tipo de restaurantes tem algo a ver com as suas lembranças, suas raízes e você come um croquete sofrível feliz da vida. No nosso caso o prato selecionado foi um Puchero. Um tipo de cozido de carnes com verduras. O duro do Puchero é que os argentinos não o condimentam. É feito basicamente com água e sal e depois quando serve coloca-se maionese ou mostarda, isso mesmo tem a bisnaguinha na mesa igual se faz com cachorro-quente. Minha mãe, que faz um cozido nordestino divino, prato brasileiro mais parecido ao puchero, não ia se conformar se visse aquelas verduras e carnes boiando naquela agua sem gosto, e pensaria que apenas uma cebola, um alho e um toque de cominho fariam um grande milagre no Puchero.

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